Hoje, deparei-me com um fato interessante que me fez pensar sobre as questões de Eficiência e Eficácia. Certo, vamos ao ocorrido.
Para variar um pouco, eu estava um tanto atrasado, esperando, anciosamente, a chegada no ônibus para que eu pudesse ir ao trabalho. Fiquei imensamente feliz em ver aquele objeto amarelo com a inscrição “Ctba / Campo Largo” vindo na direção do ponto onde eu me encontrava. Já fui colocando a mão no bolso para retirar os suados dois reais, dos quais pagaria a passagem ao cobrador.

Pasmem o que aconteceu depois! Vocês deveriam ter visto as veias do meu pescoço saltando de raiva (Deus me perdoe por isso) quando vi o motorista parando o ônibus a uns 30 metros de distância do ponto! Não! Ele não estava sem freios! E ainda parou antes do ponto! Sim, o individuo que se encontrava entre o assento e o volante tinha um objetivo em mente, e ainda mais: não pegar eu e os demais naquele ponto fazia parte de seu plano mirabolante friamente calculado por ele mesmo! Pois é, ele estava atrasado!!!
Compreendo, ele tem um horário a seguir, tem a maldita planilha de horários que deve ser seguida rigorosamente, senão um fiscal da URBS já iria encher o seu dia com palavras nem um pouco agradáveis… vou fazer o que, o pobre fiscal, no âmago do seu trabalho, tem o objetivo de proteger a mãe do motorista que, caso o chefe da URBS ficasse sabendo desse atraso, provavelmente iria colocar a pobre mulher no meio da conversa.
Mas e ai? Qual o verdadeiro objetivo do trabalho do motorista? Com toda clareza do mundo observamos que as notícias vinculadas nas edições da Gazeta do Povo falam a verdade: “Transporte Coletivo de Curitiba é o mais Eficiente do Brasil”. Ótimo!
Contudo, e o outro “efi”? Será que ser eficiente a todo momento, entregando os projetos no prazo adequado, é um sinônimo de qualidade no atendimento ao cliente? Eu acredito que não! Afinal… fazer o trabalho porcamente é algo que eu não admito, mesmo este estando no tempo! Olhe: transporte coletivo tem o objetivo de transportar pessoas, e não de cumprir (somente) tabelas. Sem eficácia não tem como ter qualidade!!! Mas a falta de eficiência também prejudica, então o melhor mesmo é ter bom senso e consilhar as duas coisas. No caso do ônibus, o motorista poderia ter pêgo todos no ponto, mesmo se atrasando… a sua pobre mãe entraria na conversa mais tarde e então, de forma pró-ativa, ele poderia apontar as falhas ocorridas na administração daquela linha! Quem sabe o chefe poderia até subí-lo de cargo!
Bem, é apenas uma questão de visão… ou seria falta dela?
Ver também: Tire tudo da cabeça